Notícias + : Frescor na indústria têxtil chega com projeto Santa Catarina Moda Contemporânea - Néri Pedroso

Todos os gêneros e estilos, o potencial do design em looks que valorizam a tecnologia catarinense . À esquerda, peça criada por alunos da Udesc para a Karsten Fotos Guilherme Ternes Florianópolis - Um frescor capaz de contagiar uma platéia inteira, brilho na passarela, um clima de celebração - resultados contabilizados pelo Projeto Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC), que reúne 11 indústrias do Estado, um estilista de renome - Mario Queiroz - e dez instituições de ensino mantenedoras de cursos de moda e estilismo. O êxito apareceu feito um brilhante nas noites de domingo e segunda-feira, na Capital, quando um desfile deu visibilidade às coleções primavera-verão 2005/06 criadas por jovens estilistas do Estado. O SCMC, em desenvolvimento há um ano e meio, trouxe coleções conceituais elaboradas dentro das empresas pelos alunos dos cursos envolvidos. E agradou em cheio. O projeto busca valorizar o design, ferramenta vital para manter, no futuro, a liderança industrial de Santa Catarina, especialmente no setor têxtil. Por seu intermédioé possível fazer crescer ainda mais a indústria deste Estado", crê o estilista Mário Queiroz, orientador do projeto, liderado por Carlos Ferreirinha, consultor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Para estimular a produção de design, o programa ofereceu palestras e workshops para despertar a consciência e a importância da moda como estratégia empresarial. Gil Karsten, presidente do grupo e gerente de marketing da Karsten, sabiamente sinalizava no início: "Os ingredientes necessários para o sucesso: empresas competentes em seus segmentos, uma equipe determinada e com uma crença em comum, a de vender para o Brasil o design catarinense". Os desfiles abriram com a Marisol trazendo um Tigor Capturado, nome da coleção inspirada no amplo imaginário do mundo infantil. Tigor T. Tigre, o personagem da grife de Jaraguá do Sul, veio com novas texturas, cores e sobreposições idealizadas pelos alunos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Tigor transforma-se em herói, com super poderes, parece até que ficou maluquinho. Nesta viagem planetária, o menino incorpora nas roupas o sonhado mundo futurista. Os tecidos em tons metalizados, imitando rebites e painéis eletrônicos. Muitos coletes e capuzes, bermudas cheias de bolsos, macações com zíperes, amarrações, joelheiras. Com sobreposições, os confortáveis tecidos ganham recortes diferenciados, cpas voadoras, misturas de cores, formas volumosas que lembram armaduras. Tigor interplanetário...dá até vontade de embarcar junto... Outro bom momento nasceu da imaginação dos alunos do Senai de Jaraguá do Sul com a Buettner. Os criadores montaram um enxoval teen super charmoso para aqueles que gostam de dormir na casa do amigo (a). O travesseiro vira uma mochila fácil de transportar, os chinelos são fofos, as saídas de banho arrojadas. A Dudalina, com os alunos da Universidade do Estado de SC (Udesc), apostou no tema Dandy's do Metrô, mostrando que é possível fazer camisaria em tom bem contemporâneo. Na desconstrução, a coleção alcança vigor. Com recortes, vazados, bordados, modelagens ousadas, brilhos e outros detalhamentos, o atestado de que o corpo masculino também pode ser revelado pleno de sensualidade. A coleção merece comercialização. O novo olhar proposto pelo SCMC também se evidencia na parceria entre a Menegotti Têxtil Colcci e alunos da Unerj, que trazem uma Iracema inspirada em música de Chico Buarque. Balonês, laçarotes e babados para homens e mulheres, tudo bem colorido e inventivo. A Hoepcke com o Senai de Blumenau, outro frescor, com um desfile criativo, um make-up pontual e correto, e criações impecáveis. Com humor, a Tecnoblu e o Senai de Rio do Sul trouxe o Brasil com uma coleção forte e vibrante. Ninguém fez feio. Foi só alegria. O SCMC encerrou em clima de festa e homenagens, atestando que a renovação ocorre quando há uma gestão integrada do conhecimento. Empresas e estudantes, sob o olhar do estilista Mario Queiroz, deram um tapa de luva, mostrando que é preciso coragem para viver o século 21 como ele é: ousado, imprevisível, globalizado, muitas vezes perturbador, mas muito, muito criativo.



Data: 14:05:00 11/07/2008
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